Queimar o peso extra ganho nas festas de fim de ano, matricular-se na academia, fazer mais dinheiro. São muitos os planos para um novo ano. No contexto corporativo, adotar uma gestão estratégica é fundamental para alcançar bons resultados no negócio.
Por alto, podemos citar alguns efeitos notáveis de uma gestão estratégica. São eles: redução de custos, melhor aproveitamento de recursos, alinhamento global entre os setores, tomadas de decisão mais bem embasadas e diminuição de riscos.
Bom, se você está à frente de um pequeno negócio e quer vê-lo prosperar em 2024, este guia é para você!
Ao longo dele, vamos mostrar ações necessárias para a implementação e manutenção de uma gestão estratégica que gera ganhos reais.
Para começo de conversa, é importante entendermos o conceito da gestão estratégica. Então, vamos lá!
Gestão estratégica: definição e importância
A gestão estratégica corresponde ao processo de criação, implementação e acompanhamento de estratégias para alcançar os objetivos empresariais.
Ao analisar o ambiente interno e externo da empresa e através de uma série de ações, a gestão estratégica viabiliza um aprimoramento constante da administração do negócio, otimizando a utilização de recursos para atingir metas específicas.
Com uma gestão estratégica eficiente, as organizações conseguem se adaptar a um ambiente macro cada vez mais competitivo, atingir resultados consistentes e sustentáveis e se manter em uma posição de vantagem no segmento de atuação.
Vale destacar aqui que o surgimento (e o aprimoramento) de novas tecnologias dia após dia gera novos hábitos de consumo. E é nessa realidade extremamente instável que a gestão estratégica se mostra tão necessária.
Afinal, é com ela que os líderes e gestores acompanham as mudanças sociais que impactam o consumo e assimilam as tendências, incorporando-as estrategicamente na empresa.
Com relação à importância da gestão estratégica para pequenos negócios, destacamos por que vale a pena investir nessa gestão:
- Otimização de processos nas diferentes áreas da empresa;
- Recursos financeiros mais bem utilizados;
- Melhor gestão do tempo;
- Máximo aproveitamento de recursos;
- Aumento da produtividade.
Ações de gestão estratégica para aplicar na sua empresa
Para implementar e manter a gestão estratégica na empresa, é necessário adotar diversas medidas. As principais delas você confere a partir de agora, amigo leitor!
Entender o cenário atual (interno e externo) da empresa
Este é o momento de utilizar a análise SWOT para conhecer as forças, fraquezas, ameaças e oportunidades do negócio.
As “forças” e “fraquezas” referem-se ao ambiente interno da organização e seus respectivos processos.
Já as “ameaças” e “oportunidades” abrangem o ambiente externo, isto é, o mercado e suas constantes mudanças.
Ao utilizar a Matriz SWOT, é possível traçar o melhor caminho entre o cenário atual da empresa e o alvo aonde ela pretende chegar.
Por outro lado, sem recorrer a essa ferramenta, a empresa deixa de aproveitar o máximo do seu potencial e não se protege contra as próprias falhas, além de perder boas oportunidades e se expor a riscos desnecessários.
Analisando o ambiente interno e externo da companhia, consegue-se melhorar a performance de vários fatores ligados ao negócio, como:
- Recursos humanos;
- Produtos;
- Serviços;
- Finanças;
- Tempo;
- Relação com o mercado;
- Estrutura organizacional.
Praticar o benchmarking
Como pudemos ver, para que a gestão estratégica gere efeitos concretos, é imprescindível analisar com profundidade o mercado de atuação da companhia.
E nessa análise, uma “aba” que precisa ser aberta é a avaliação da concorrência. Isso porque, para sobreviver em um mercado tão competitivo e se destacar, é fundamental conhecer a fundo os concorrentes.
O benchmarking permite identificar, a partir do posicionamento da concorrência, o que pode ser melhorado na sua empresa.
Às vezes, os líderes ficam tão focados em seus cenários internos que acabam se esquecendo da evolução acelerada do mercado e, assim, saem em desvantagem no mercado de atuação.
O benchmarking ajuda pequenas empresas a promover melhorias contínuas, identificar tendências, estar um passo à frente da concorrência, além de facilitar a elaboração de soluções cada vez melhores.
Fazer um bom planejamento estratégico
Para criar um bom planejamento estratégico, no mínimo, estas duas questões precisam ser respondidas: aonde pretendemos chegar com a empresa? Quando desejamos atingir tal(is) meta(s)?
A gestão estratégica precisa desse planejamento, porque é nele que serão definidos os objetivos que o negócio precisa atingir e o melhor caminho para alcançá-los.
Lembrando que o planejamento estratégico deve sempre partir do diagnóstico da empresa (e do mercado), visando à implementação de uma gestão estratégica eficiente.
Destacamos que o planejamento estratégico precisa ser desenvolvido todo ano e revisado regularmente, considerando as transformações do mercado e a performance da companhia ao longo de 12 meses.
Outro ponto importante é que esse planejamento deve incluir metas e ações globais e também específicas para cada setor da empresa (financeiro, vendas, RH, marketing, produtos, clientes etc.).
Mensurar continuamente os resultados
De que adianta elaborar metas incríveis para a sua empresa e deixá-las adormecidas no papel? É preciso não só transformar essas metas em ações como também mensurá-las.
Tecnologias como ERPs e CRMs possibilitam acompanhar em tempo real a execução dessas metas.
Por meio desse acompanhamento, é possível identificar gargalos nos processos empresariais, precavendo-se contra prejuízos decorrentes dessas falhas e ajustando os passos para alcançar os objetivos pretendidos.
Na implementação e manutenção da gestão estratégica, é importante que se tenha a cultura de cada colaborador acompanhar de perto os resultados da própria função dentro da empresa.
Para isso, recomenda-se utilizar um KPI pertinente à área de atuação de cada membro do time.
Utilizar um modelo de gestão que se encaixe na cultura da sua empresa
Decidir viajar para um lugar sem saber qual estrada pegar torna o projeto de viagem praticamente inviável, não é mesmo?
Situação semelhante acontece com líderes que desejam adotar uma gestão estratégica, mas não se guiam por um modelo de gestão.
Sua empresa utiliza algum modelo de gestão, amigo leitor? Abaixo, iremos apresentar algumas opções para você escolher o que melhor se adequa às operações do seu negócio. Confira!
PDCA
A sigla do PDCA representa quatro etapas (plan, do, check e act, que significam respectivamente: planejar, executar, verificar e agir).
O objetivo-chave dessa metodologia é aprimorar processos, produtos e serviços de forma contínua.
Por meio de uma abordagem em ciclos, o PDCA permite às organizações planejar, executar, monitorar e ajustar suas ações de forma bastante eficiente.
Balanced Scorecard (BSC)
O BSC trata-se de um modelo de gestão estratégica cujo objetivo é criar, implementar e monitorar estratégias que gerem valor para o negócio a longo prazo.
Na prática, o BSC ajuda a traduzir as estratégias elaboradas em ações que irão conduzir o comportamento organizacional.
Essas ações operacionais funcionam dentro de quatro perspectivas: finanças, clientes, processos internos e inovação e aprendizado.
Abordadas em conjunto, elas conseguem impactar os resultados globais das empresas.
5S
O 5S corresponde a um programa de origem japonesa criado a partir da aplicação de cinco conceitos (Seiri, Seiton, Seiso, Seiketsu e Shitsuke, que serão traduzidos a seguir).
O objetivo dessa metodologia é otimizar os diferentes setores da empresa com base na organização, padronização e limpeza.
- Seiri: corresponde ao senso de utilização e busca eliminar recursos e ferramentas que não são mais utilizados e ocupam, sem necessidade, espaço na empresa;
- Seiton: equivale ao senso de organização e reforça a necessidade de deixar tudo em seu devido lugar na empresa, evitando setores bagunçados e documentos espalhados;
- Seiso: diz respeito ao senso de limpeza, que não deve ser responsabilidade exclusiva dos responsáveis pela limpeza, mas de todos os membros da equipe;
- Seiketsu: é o senso de padronização, que abrange os padrões definidos nos três conceitos anteriores. Na prática, ele prega que boas práticas só trazem resultados quando fazem parte do dia a dia da empresa;
- Shitsuke: refere-se ao senso de autodisciplina. De que forma a metodologia 5 S é praticada pelos colaboradores? Aqui se deve conscientizá-los da importância de aplicar cada “S” da metodologia na rotina da empresa.
6 Sigma
Esse modelo analisa o número de defeitos que não geram valor para os processos, produtos e serviços de uma empresa.
A letra grega sigma representa variabilidade; desvio-padrão. No contexto corporativo, ela é utilizada para calcular a taxa de desperdício ou desvio de operação.
E o “6 Sigma” é uma faixa de análise que possibilita a diminuição desses desperdícios, tornando as operações quase 100% confiáveis.
Usar boas ferramentas
A gestão estratégica vai surtir muito mais efeito caso ferramentas que otimizem a utilização de recursos sejam utilizadas.
A automação de processos em uma empresa deixou de ser tendência e passou a representar uma necessidade básica para qualquer negócio.
Um bom sistema de gestão empresarial facilita o acompanhamento dos indicadores de cada área e permite que os gestores tomem decisões mais seguras.
Recorrer a programas que agilizam a organização da rotina e o gerenciamento de projetos também é uma excelente opção.
O modelo de negócio Canvas também facilita a aplicação da gestão estratégica na empresa. Ao utilizá-lo, você preenche com detalhes 9 campos que irão impactar o funcionamento geral do negócio.
Conheça abaixo quais são esses campos:
- Proposta de valor;
- Relacionamento com os clientes;
- Canais de venda e contato;
- Segmentos de mercado;
- Receitas;
- Custos;
- Parceiros-chave;
- Atividades-chave;
- Recursos-chave.
Tendências na gestão estratégica para aplicar na sua empresa
A partir de agora, iremos abordar as principais tendências para você aplicar na gestão estratégica da sua pequena empresa, caro leitor. Siga com a gente!
Adequação à Indústria 4.0
Quais tecnologias são adequadas à sua empresa, levando em conta os processos e os custos operacionais?
É imprescindível, em tempos de Indústria 4.0, criar e estimular uma cultura que estimule a inovação.
Para isso, vale a pena contar com o apoio de um especialista em tecnologia e fazer experimentos pequenos para testar os efeitos de diferentes tecnologias na organização, realizando ajustes necessários para otimizar esses resultados.
Adoção do data driven
Uma afirmação que vale a pena relembrar aqui é: “os dados são o novo petróleo”. Nas empresas, a grande circulação de informações obriga as lideranças a adotar uma gestão estratégica baseada em dados.
Nesse sentido, é importantíssimo investir em soluções de análise de dados e também em uma política de decisões estratégicas.
Adesão ao trabalho remoto
Em meio aos desafios enfrentados recentemente, o trabalho remoto tornou-se essencial, deixando de ser uma opção de luxo para se tornar fundamental para a sustentabilidade de muitas empresas.
Levando isso em conta, é crucial oferecer o apoio necessário aos colaboradores que forem trabalhar à distância.
Videoconferências e plataformas de compartilhamento de documentos são essenciais para que esse formato de trabalho transcorra da melhor maneira possível.
Investimento no bem-estar dos colaboradores
Quem move qualquer empresa são as pessoas. E para haver um sucesso pleno do negócio, é preciso que os colaboradores estejam saudáveis física e mentalmente.
Por conta disso, é vital seguir diretrizes de saúde e segurança. Nesse sentido, vale a pena investir em apoio psicológico para o time, sessões de mindfulness e atividades físicas on-line.
Implementação de práticas sustentáveis e éticas
Já ouviu falar na sigla ESG? Empresas que não cumprirem essa agenda estarão fadadas ao fracasso.
Por isso, seu negócio deve demonstrar comprometimento com as pautas relacionadas à sustentabilidade e à ética.
Adotar medidas para a redução do uso de recursos, a minimização do impacto ambiental e a responsabilidade social corporativa já é um bom começo.
Desenvolvimento de uma cultura organizacional flexível
O conceito de Mundo VUCA e BANI mostra que as mudanças nos ambientes corporativos às vezes fogem do controle.
Para lidar com essa realidade, as equipes devem estar preparadas para reagir com rapidez aos eventos, adaptando-se a eles quase que instantaneamente.
Sua empresa deve ser motivada a desenvolver uma aprendizagem contínua de forma a identificar e aproveitar as oportunidades emergentes.
Bom, destacamos que a adoção dessas tendências exige uma gestão estratégica eficiente e um engajamento genuíno de toda a organização.
E assim vamos finalizando mais um guia, caro leitor. Foi ótimo ter tido sua companhia até aqui.
Para complementar seus conhecimentos de gestão estratégica, convidamos você a maratonar outros guias sobre gestão. Pegue aquele seu caderninho de anotações e aproveite. Até a próxima!