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Mínimo Produto Viável: guia completo sobre o MPV

Gestão

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Você sabia que, no início de suas operações, a Amazon era apenas uma livraria inovadora? Essa condição de loja digital de livros equivale ao Mínimo Produto Viável em relação ao que ela é hoje: a maior empresa de comércio eletrônico do mundo.

Mas o que vem a ser Mínimo Produto Viável? Qual é a finalidade dele? Por que, ao lançar um empreendimento, é interessante oferecer um MPV? Como criar esse produto?

Acompanhe a leitura deste guia e fique por dentro dessas (e de outras) questões, amigo leitor!  

O que é Mínimo Produto Viável?

A expressão inglesa Minimum Viable Product (“Mínimo Produto Viável” em português) corresponde a uma versão mais simples de determinado produto (software, serviço ou produto físico) que se pretende lançar no mercado. 

Isto é, o Mínimo Produto Viável contém apenas as funções fundamentais do produto, expressando a essência de sua proposta de valor para um pequeno grupo de consumidores. 

Apresentando as funcionalidades mais elementares desse produto, o MPV serve de teste para verificar a ideia, a aceitação e a aplicabilidade de um produto no mercado. 

Então, não importa se você esteja à frente de um novo empreendimento ou já esteja consolidado no mercado, caso você queira lançar um novo produto, é preciso conhecer a fundo o conceito de Mínimo Produto Viável. 

Do contrário, você provavelmente vai se expor mais a riscos de perder tempo e dinheiro com uma ideia que não cairá no gosto do público. 

É importante destacar que, para a criação do Mínimo Produto Viável, procura-se empregar o mínimo possível de esforços, mão de obra e investimentos.

O objetivo do MPV é testar a adesão e aceitação do público consumidor do produto que lhe for apresentado. 

Além disso, ao criar o Mínimo Produto Viável, deve-se entender se ele de fato atende às reais necessidades dos clientes. 

A partir do retorno obtido com a versão minimamente viável do produto, ele passará por alterações com recursos mais completos para que, posteriormente, receba mais investimentos e seja comercializado em maior escala. 

Vale destacar que o conceito de MPV não se aplica somente a produtos, mas também a serviços e projetos em geral dos mais diferentes tipos.

Podemos concluir que o Mínimo Produto Viável é extremamente útil para a empresa, tendo em vista que ele permite que uma ideia seja validada antes de serem investidos muitos recursos nela. 

Qual é a finalidade do Mínimo Produto Viável?

Agora que já conhecemos o significado do MPV, é importante saber que ele tem duas finalidades principais: testar as funcionalidades e a aceitação de um produto e reduzir custos de produção. 

Ao fazer o teste do produto, essa testagem traz ao empreendedor respostas sobre o item que se pretende lançar no mercado. 

Essas respostas dizem respeito a:

  • Viabilidade de comercializá-lo; 
  • Boa aderência por parte dos consumidores;
  • Saldo positivo das vendas;
  • Resolução efetiva das dores do público-alvo. 

Depois de receber o feedback do Mínimo Produto Viável e fazer alguns ajustes necessários, a segunda finalidade (redução de custos) é alcançada. 

Isso porque, uma vez conhecendo a impressão dos usuários, líderes e gestores conseguem se organizar melhor e montar estratégias de produção mais eficazes, otimizando tempo trabalhado e economizando dinheiro. 

O Mínimo Produto Viável serve também para conhecer o mercado. Às vezes, um produto pode parecer super inovador, porém a aceitação no segmento não vai ser muito positiva.  

Entender a fundo o nicho em que se pretende atuar é fundamental para saber a direção do projeto.

Nesse sentido, deve-se avaliar se ele deve seguir o rumo em que está ou é preciso promover melhorias para atender às reais necessidades dos clientes.

Outro objetivo do Mínimo Produto Viável é atrair parcerias. Ter um bom MPV desperta o interesse de pessoas que podem ser essenciais para a divulgação do seu produto. 

Conquistar investidores é mais uma finalidade do MPV. Se você tem uma boa ideia, mas está sem capital para testá-la, com o MPV, fica mais fácil chamar atenção de investidores. 

Muitos deles compram literalmente uma ideia quando ela está na fase de Mínimo Produto Viável. 

Por que oferecer um MPV é importante? 

Quando se cria um Mínimo Produto Viável, é possível fazer uma gestão mais eficiente dos riscos envolvidos no lançamento de um produto. Dessa forma, evitam-se prejuízos ou gastos excessivos. 

Além disso, o MPV permite calcular a capacidade de retorno de um investimento antes de a versão final do produto em questão ficar pronta.

Ou seja, a validação do MPV permite dar seguimento ao desenvolvimento de um produto com mais segurança.

Afinal, empreendedor nenhum deseja investir tempo, dinheiro e mão de obra desenvolvendo um produto por completo e, na hora de lançá-lo, sofrer rejeição por parte dos consumidores. 

Outro benefício do MPV diz respeito à facilitação da identificação de erros nos produtos. 

Conforme as testagens são feitas, melhorias são aplicadas e tende-se, assim, a entregar a melhor solução aos clientes. 

O Mínimo Produto Viável traz mais uma vantagem: aproximar o cliente da marca. Isso porque, como é focado no consumidor, o MPV muitas vezes supera a expectativa desse público.

Por conta disso, satisfeitos com o que o produto oferece, esses clientes podem acabar se tornando fiéis à marca. 

Como criar um Mínimo Produto Viável? Confira o passo a passo!

Se você leu este guia até aqui, já sabe o conceito do MPV, suas principais finalidades e a importância de oferecê-lo. 

A partir de agora, vamos mostrar os principais passos para você criar e testar o MPV da sua empresa. Continue por aí! 

Entenda a dor do seu público consumidor

Para criar uma solução disruptiva que resolva verdadeiramente as dores dos clientes, é preciso entendê-las. 

De nada adianta lançar um produto ou serviço hiperinovador se ele não tem serventia para o público consumidor. 

Tendo isso em mente, é imprescindível apurar as reais necessidades dos (potenciais) clientes e do que ele sente falta no mercado. 

A partir das respostas a essas questões, deve-se, então, pensar nas soluções que serão oferecidas a eles.

Defina a proposta de valor do MPV

Por trás de todo produto ou serviço, deve haver uma proposta de valor bem definida.

Assim sendo, reflita sobre qual é o valor agregado do produto ou serviço que sua marca oferece.

Quais problemas você pretende solucionar com a sua ideia e por qual motivo os consumidores devem escolher a sua marca em vez da concorrência?

Uma preocupação que se deve ter é que, no MPV da sua marca, é preciso deixar bem claro qual é o diferencial competitivo da solução.

Para isso, concentre a atenção na simplicidade e na real aplicabilidade do produto e deixe a excelência para a versão final da solução.

Determine as principais ações para criar o MPV

Identificadas as dores dos clientes, deve-se pensar nas ações que devem ser desenvolvidas para criar o MPV.

Algumas dessas ações são: definir o público-alvo da solução, suas funcionalidades, o nome desse produto, as características e vantagens dele.

O passo seguinte é estudar as possibilidades de criação do produto — neste momento, fazer um brainstorming com uma equipe multidisciplinar é essencial. 

Após definir qual será a solução oferecida ao público, é fundamental estudar o mercado e montar um cronograma de ações. Nele deve constar todo o passo a passo de criação do MPV, além de como se dará a distribuição do produto para que o público possa testá-lo. 

Teste o Mínimo Produto Viável

Após criar o MPV, você deve submetê-lo a testes com o público-alvo. A intenção aqui é verificar se de fato existe uma demanda pelo produto e se ele gera valor para os leads e clientes. 

Essa testagem é fundamental para mostrar a viabilidade da ideia por trás do MPV e a possibilidade de satisfazer o público consumidor.

Como já mencionamos aqui neste guia, o MPV ajuda também a identificar falhas que devem ser corrigidas antes do lançamento da versão final.

Outra maneira de testar o Mínimo Produto Viável é realizando pesquisas. Elas irão mostrar o interesse do público na proposta de valor oferecida e também se vale a pena dar seguimento ao MPV.

Essas pesquisas podem ser feitas por meio de questionários que mesclam perguntas abertas e fechadas.

Com eles, fica mais fácil saber como foi a recepção do produto a partir de uma amostra do público que teve acesso ao MPV.  

Analise os resultados e aplique as melhorias necessárias

Depois de testar seu Mínimo Produto Viável, colha feedback do público: o produto resolveu as dores desses consumidores? O que precisa ser aprimorado?

Identifique as melhorias que devem ser aplicadas na versão final do produto. 

Diante de feedbacks muito negativos, não vale a pena desanimar. Essas impressão não significam que você deve desanimar do seu projeto, muito menos desistir de desenvolvê-lo.

O que pode acontecer é você sentir necessidade de desenvolver um segundo MPV para uma nova apreciação do público. 

Assim, é possível aprimorar a proposta de valor do produto a cada interação com o público, aumentando a chance de satisfazê-lo cada vez mais.

MPV na prática: conheça alguns cases de sucesso!

Criar um MPV e fazer testes com versões não concluídas de um produto (ou serviço ou software) é bastante comum. 

Multinacionais superconhecidas, como Facebook, Uber e Airbnb começaram com um Mínimo Produto Viável. Veja só. 

Facebook

Criado em 2004 por Mark Zuckerberg e mais três amigos, o Facebook tornou-se uma das principais redes sociais do mundo. 

Além disso, é um dos Mínimos Produtos Viáveis mais bem-sucedidos da história.

A princípio, a rede social se chamava Thefacebook, contava com menos recursos e era limitada aos alunos de Harvard. 

Isso porque a ideia inicial de Zuckerberg era justamente conectar todos os campi de Harvard. 

Como o MPV do Facebook fez muito sucesso, a rede acabou alcançando outras universidades norte-americanas (Stanford, Columbia e Yale) e, em 2006, ela foi lançada oficialmente para o mundo. 

Uber

Sendo hoje uma das maiores empresas de mobilidade urbana do mundo, a Uber passou por testes antes de funcionar para o grande público.

E como funcionava o MPV da Uber? Ele era uma interface móvel acessível apenas aos fundadores e outros poucos usuários em São Francisco. 

A proposta de valor do Mínimo Produto Viável da Uber era bem objetiva e se mantém até os dias de hoje. As principais características dessa proposta são:

  • Rastrear o motorista em tempo real;
  • Estimar o preço da corrida antes de confirmá-la;
  • Realizar o pagamento por app.

Antes de lançar a Uber para o público geral, os idealizadores realizaram diversas melhorias no aplicativo. 

Airbnb

Brian Chesky e Joe Gebbia, criadores do Airbnb, viram na escassez uma oportunidade. 

Certa vez, houve uma conferência em São Francisco, onde eles moravam, e os hotéis não comportaram a quantidade de participantes inscritos. 

Diante da lotação dos hotéis, os dois anunciaram nas redes sociais que o apartamento em que moravam poderia servir de hospedagem. Logo apareceram interessados. 

Nesse momento, Brian e Joe enxergaram uma oportunidade de um negócio de sucesso. 

O MPV da Airbnb era nada mais que uma plataforma bem básica que oferecia quartos vagos como opção de hospedagem.

Inicialmente, a interface não dispunha de mapas interativos nem de opção de pagamento on-line. O que havia eram fotos do local, endereço e contatos. 

Mas foi a partir desses poucos recursos e da obtenção de três clientes pagantes que nasceu a “ideia de ouro”. 

Em 2009, o nome da empresa deixou de ser Air Bed & Breakfast e passou a ser o superfamoso Airbnb. Desde então, o segmento de hotelaria nunca mais foi o mesmo. 

Se tivéssemos de escolher uma palavra para simbolizar empresas como Airbnb, Uber e Facebook, ela seria “disrupção“. 

Afinal, as três marcas implementaram, nos respectivos mercados de atuação, inovação, otimização de processos, economia e autonomia — tanto para empreendedores como para usuários.  

Conclusão

Vimos que a criação do MPV traz diversos benefícios para o empreendedor, sua marca e seu público consumidor.

A validação do MPV, por exemplo, pode resolver a dor dos consumidores. Caso a dor não seja solucionada, o MPV revela o que falta para resolvê-la. 

Além disso, o uso do MPV pode mostrar uma nova aplicabilidade do produto, diferente das funções que costumavam atribuir a ele. 

Vamos ficando por aqui, amigo leitor!

Lembrando que o Mínimo Produto Viável é criado para, dentre outras finalidades, fazer entregas cada vez melhores aos clientes. E o overdelivery vem para reforçar essa ideia. Leia o artigo que preparamos sobre o tema e encante cada vez mais seus consumidores. 

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