Gestão de ativos: 4 passos para colocar em prática na sua empresa

Atualmente as empresas não se pautam apenas nos clientes e produtos em seu planejamento estratégico. Fazer a gestão de ativos ganhou força como uma prática que agrega valor ao negócio.

Essa gestão auxilia a empresa a estar de acordo com normas internacionais, além de potencializar os ganhos ao se utilizar os ativos de forma plena.

Mas você deve estar se perguntando: o que são os ativos?

Basicamente, existem dois tipos de ativos:

  • Intangíveis – são aqueles nos quais não é possível tocar, o que engloba knowhow dos colaboradores, marcas, licenças, direitos de propriedade etc.
  • Tangíveis – são todos os ativos em que é possível tocar, ou seja, ativos físicos. Eles incluem equipamentos de TI, mobiliário, maquinário, estoque, imóveis, entre outros.

Percebe o quanto cuidar desses ativos na gestão empresarial é importante? Afinal, eles são uma das bases que permitem o funcionamento do negócio.

Portanto, continue a leitura para entender o que é gestão de ativos e quatro passos para realizá-lo agora mesmo em sua empresa.

O que é gestão de ativos?

A gestão de ativos abrange todo o ciclo de vida de um ativo, desde que se pensa em adquiri-lo até quando ele chega ao fim de sua vida útil.

Ou seja, são boas práticas para controlar os ativos visando obter a melhor performance deles e alcançar resultados desejáveis e sustentáveis.

Essas práticas geralmente demandam que haja um equilíbrio entre os custos, os riscos, as oportunidades e o desempenho desses ativos.

A gestão de ativos físicos foi padronizada globalmente pela ISO 55000, norma lançada em 2014. Ela descreve os quatro princípios da gestão de ativos:

  1. Os ativos existem com a finalidade de fornecer valor tanto para a organização quanto para as partes interessadas;
  2. A gestão de ativos faz com que a intenção estratégica seja transformada em tarefas, decisões e atividades técnicas e financeiras;
  3. A liderança e a cultura do local de trabalho são determinantes para a percepção de valor;
  4. A gestão de ativos permite garantir que os ativos irão cumprir e desempenhar sua função.

É possível perceber que esses quatro princípios da gestão de ativos já indicam algumas vantagens dessa prática. Há ainda outras, como:

  • Redução de gastos com reparos;
  • Controle dos custos;
  • Conformidade com regulamentações;
  • Aumento da produtividade;
  • Gerenciamento de riscos;
  • Auxílio na garantia da saúde financeira do negócio;
  • Ganho em eficácia operacional.

Você já sabe então o que é gestão de ativos e por que ela é importante. Veja, a seguir, quatro boas práticas para que esse gerenciamento ocorra de maneira eficaz.

Como realizar a gestão de ativos na prática?

A realização de uma gestão de ativos normalmente é pautada no chamado Ciclo PDCA. Trata-se de uma ferramenta de gestão que engloba quatro passos, os quais dão origem à sigla: Plan (Planejar), Do (Fazer), Check (Verificar) e Act (Agir).

É a partir desse ciclo que indicaremos os quatro passos para colocar a gestão de ativos em prática no seu negócio agora mesmo. Conheça-os a seguir.

1. Planeje a gestão de ativos

O primeiro passo – em diversas funções administrativas – é planejar. Aqui na gestão de ativos, você deve primeiro designar uma equipe que ficará responsável por executar esse processo.

Em seguida, é preciso entender a empresa e o contexto em que ela se insere. Reflita sobre o que gera valor para a organização, quais resultados ela espera e qual o foco do negócio.

Depois é o momento de identificar e compreender as expectativas das partes interessadas (internas e externas) na gestão dos ativos, determinando como interagem com os ativos e quais objetivos delas devem ser considerados.

No planejamento também é preciso definir e documentar os objetivos do sistema de gestão de ativos, além de fazer um inventário de quais ativos serão considerados nessa gestão.

Tenha em mente que, aqui no passo 1, é necessário garantir que a gestão de ativos esteja alinhada aos objetivos organizacionais e estratégicos.

Para isso, é preciso conhecer detalhadamente o planejamento estratégico da empresa tanto a curto quanto a médio e longo prazo.

2. Execute os objetivos

Após traçar os objetivos na etapa anterior, chega o momento de colocá-los em prática. Geralmente esses objetivos englobam:

  • Impacto ambiental das operações;
  • Custo total de propriedade;
  • Retorno sobre o capital que foi investido;
  • Índice de satisfação dos clientes;
  • Retorno sobre investimentos;
  • Confiabilidade, desempenho energético e expectativa de vida dos ativos.

Nesta etapa 2, é necessário que a organização estabeleça um plano de gestão (ou vários) para conseguir alcançar a estratégia, documentando e mantendo esse plano de forma a abranger:

  • A aquisição, renovação ou criação de um ativo;
  • A utilização dele;
  • A manutenção que precisa ser feita;
  • O descarte ou a alienação desse ativo.

Por fim, nesta segunda etapa é preciso gerenciar os riscos que envolvem cada ativo. Isso significa entender a causa e a probabilidade de eventuais problemas ocorrerem.

Esse gerenciamento permite manter os riscos sob controle, de forma a evitar danos significativos à operação e, com isso, tomar decisões mais assertivas.

3. Monitore a operação

Nesta etapa, o desempenho do ativo deve ser monitorado e registrado para que, tempos depois, o ciclo de vida dele possa ser analisado.

Geralmente, o monitoramento da operação engloba:

  • Observar desvios;
  • Levantar resultados;
  • Identificar problemas;
  • Verificar e comparar com padrões;
  • Fazer as comunicações necessárias para que as metas sejam alteradas.

Esta etapa é importante, pois os resultados esperados na gestão de ativos só serão alcançados por meio de avaliações sistemáticas, que permitam identificar desvios e corrigi-los a tempo.

É comum, para isso, utilizar indicadores, como de performance e de risco, que devem estar alinhados aos objetivos estratégicos da organização, além de serem mensuráveis e equilibrados.

4. Busque a melhoria contínua

Após colocar em prática todos os passos anteriores, é preciso sempre buscar a melhoria contínua dos processos e da utilização dos ativos.

Para isso, é necessário que os dados da gestão sejam sempre registrados e atualizados, de forma a se poder fazer uma análise sobre eles e verificar pontos de melhoria.

Tudo isso permitirá que o processo de gestão de ativos seja aperfeiçoado, já que sempre estará sob observação.

A automação aparece como um válido elemento nesta etapa. Afinal de contas, a tecnologia vai auxiliar no registro e na atualização das informações sobre os ativos.

Além disso, ela permite monitorá-los com mais assertividade, indicando momentos em que será necessário fazer reparações ou trocas, como também ajudando a manter o inventário de ativos sempre atualizado.

É válido ressaltar que a empresa deve manter os ativos em uso enquanto eles permanecerem eficientes tecnicamente, em condições seguras de utilização e economicamente viáveis.

Os sistemas de gestão favorecem ainda o aumento da produtividade da equipe, que para de realizar tarefas repetitivas (que se tornam automáticas), dedicando seu tempo a atividades estratégicas.

Tenha sempre em mente que esses quatro passos devem ser realizados com frequência. Isso porque, como estão baseados em um Ciclo PDCA, a ideia é justamente de um movimento cíclico, que sempre recomece visando ao aperfeiçoamento do processo.

Como vimos, a gestão de ativos tem extrema relevância para as organizações, auxiliando a atingir os objetivos estratégicos. Aliada a ela, uma gestão de processos eficiente também é decisiva para alcançar os resultados esperados. Saiba mais em: O que é gestão de processos e porque você deve aplicar.

Robson Lins

Bacharel em Administração pela Universidade Federal de Campina Grande, CMO na AM3 Soluções, apaixonado por cinema, música e tecnologia.

Deixe uma Resposta