A pandemia da Covid-19 agilizou a transformação digital e, na mesma proporção, aumentou a exposição dos usuários a ataques cibernéticos. Só essa realidade já justifica a adoção de uma política de disaster recovery nas empresas.
Fora isso, desastres naturais e até colaboradores mal-intencionados dentro de uma empresa podem violar um dos bens mais preciosos do negócio: os dados.
Por conta disso, é preciso se precaver contra ameaças que coloquem em risco as informações empresariais. E um dos caminhos é contar com um plano de disaster recovery.
Neste guia, vamos mostrar por que é importante se preocupar com a recuperação de desastres, além de apresentar um checklist focado no disaster recovery.
Vamos juntos desbravar esse tema tão necessário, amigo leitor?
Antes de apresentar o checklist com práticas para prevenir a empresa contra desastres, convidamos você a entender o conceito de disaster recovery. Acompanhe com a gente!
O que é disaster recovery?
Disaster recovery (“recuperação de desastres” em Português) é o conjunto de ações e processos que tem como objetivo: recuperar dados, sistemas e infraestrutura de TI o mais depressa possível depois de a empresa sofrer algum tipo de desastre, seja natural ou decorrente da ação humana.
Com um plano de disaster recovery, diante de um evento adverso, a empresa consegue se recuperar de maneira ágil sem sofrer grandes prejuízos financeiros.
Vale destacar que a nuvem é o ponto-chave do disaster recovery, sendo considerada a melhor solução para a continuidade das operações do negócio e para a recuperação de desastres.
Por que se preocupar com disaster recovery?
Você sabia que o Brasil ocupa o segundo lugar no ranking dos países que são os principais alvos de crimes cibernéticos da América Latina?
A matéria do Olhar Digital também traz outras informações preocupantes:
- O Brasil é o país mais afetado por golpes financeiros na América Latina. Em seguida aparecem: México, Peru e Colômbia.
- Lideramos também a lista de ataques por malwares, com 1.554 tentativas por minuto;
- De quebra, a prática do phishing também tem alto alcance no Brasil, que é seguido pelo Equador.
Junto com essas práticas, há outros tipos de desastres que reforçam a necessidade de se investir no plano de disaster recovery. Os principais deles são:
- Catástrofes naturais (incêndios, inundações, furacões, terremotos, tornados, dentre outros);
- Ataques cibernéticos (ransomware, malware etc.);
- Pandemias;
- Falhas em softwares e hardwares;
- Riscos tecnológicos, como falta de energia.
Dito isso, outro ponto que merece atenção neste tópico diz respeito a quanto a Indústria 4.0 exerce cada vez mais influência nas rotinas empresariais, seja através de apps e/ou serviços que tornam os negócios mais eficientes, disruptivos e conectados.
Porém, junto com essas transformações, a presença maciça em ambientes de nuvem e o aumento da mão de obra remota expõem as empresas a mais riscos.
Uma interrupção ou inatividade do sistema pode trazer consequências graves para as organizações que dependem de armazenamento e recursos, inclusive documentos, baseados na nuvem e de aplicativos.
Por conta disso, um plano de disaster recovery é imprescindível para garantir a continuidade das operações de uma companhia.
Toda empresa, independentemente do tamanho e do segmento de atuação, tem de se recuperar o mais rápido possível de ocorrências que interrompam as operações diárias.
Sem um plano de disaster recovery, a empresa pode sofrer diversos prejuízos, como:
- Vazamento e perda de dados;
- Gastos não previstos e excessivos;
- Diminuição da produtividade;
- Comprometimento da reputação da marca;
- Perda de clientes decorrente desse dano à imagem da marca;
- Perda de receita.
Sua empresa está preparada para enfrentar um desastre? Veja o checklist com as melhores práticas de disaster recovery
Lançando um olhar panorâmico à sua empresa, especialmente aos recursos tecnológicos utilizados por lá, você consegue perceber se ela está verdadeiramente preparada para enfrentar um desastre?
Neste tópico, iremos apresentar as melhores práticas a serem adotadas para ajudar na implementação do plano de disaster recovery.
Mapear as principais ameaças à empresa
Quais são as principais ameaças a que a empresa está sujeita, principalmente as relacionadas a ataques cibernéticos?
Apurar essas vulnerabilidades é o primeiro passo para implementar uma política de disaster recovery no seu negócio.
Não dá para pensar em recuperação de desastres sem levar em conta esta palavra-chave: prevenção!
Para agir preventivamente diante dos riscos que rondam a organização, o melhor a se fazer é classificar as ameaças por tipo, como: perigos físicos, humanos, virtuais, naturais etc.
Fazer backup de dados é outra medida essencial para agilizar a recuperação de dados em casos de ocorrências imprevisíveis.
Um ataque de ransomware, por exemplo, compromete a utilização de toda a base de dados da companhia.
Nessa prática, os cibercriminosos exigem o pagamento de uma taxa — geralmente alta — para liberar os arquivos sequestrados.
Os dados roubados são criptografados e os originais, excluídos, de forma que os usuários não consigam acessá-los.
Caso a empresa caia em um ataque desse tipo, ela deve agir prontamente para evitar danos maiores, como perdas financeiras e insatisfação dos clientes, por exemplo.
Para evitar cair nesse tipo de golpe, adotar medidas de segurança da informação é vital.
É importante lembrar que muitos ataques a empresas dependem de ações relacionadas à engenharia social, porque elas facilitam o acesso do hacker à rede interna da organização.
Levando isso em conta, usar ferramentas como antivírus e gerenciadores de senha é importante para evitar esse tipo de situação.
Fazer um inventário da infraestrutura de TI
Para se ter um controle real e amplo de toda a infraestrutura de TI, é preciso fazer um inventário de todos os ativos utilizados na empresa.
Nessa lista, é importante detalhar o funcionamento da rede da organização, quais plataformas são utilizadas e qual é a relação entre elas e todos os recursos que compõem essas estruturas.
O inventário deve contemplar também a relação de todos os softwares e hardwares da empresa, pois isso vai ser fundamental para agir frente a situações de disaster recovery.
Isso porque, para avaliar eventuais danos provocados por algum desastre e colocar em prática um plano de recuperação, é essencial ter o controle de todos os ativos da companhia, tanto os físicos quanto os digitais.
Criar planos de backup
Quer garantir a integridade dos dados da sua empresa? O backup (cópia de segurança) é um ótimo recurso para isso.
Ele representa uma importante etapa do disaster recovery, pois permite a preservação das informações básicas para o bom funcionamento das operações da empresa.
O time de TI deve elaborar uma lógica definida e documentada de backup de forma que ele seja executado em momentos estratégicos, evitando a perda de dados entre uma cópia e outra.
Lembrando que a computação em nuvem é uma excelente alternativa para o armazenamento seguro de dados e arquivos, contribuindo com o processo de backup.
Envolver todos os setores
O objetivo-chave do disaster recovery é restaurar dados e sistemas e, para que esse objetivo seja alcançado com sucesso, é necessário mobilizar todos os setores e instruí-los sobre medidas voltadas à segurança da informação.
Além disso, os times devem ter a consciência de que é preciso atualizar os sistemas que utilizam no dia a dia, levando em conta os riscos envolvidos em seus trabalhos e as tecnologias envolvidas.
Nesse sentido, o ideal é que haja uma integração entre a equipe de TI e os outros setores da empresa.
Desenhar o plano de recuperação de desastres
O disaster recovery plan (ou plano de recuperação de desastres) deve conter uma documentação com toda a conduta necessária para minimizar ou eliminar os prejuízos causados por possíveis desastres.
Essa documentação precisa ser consultada toda vez que a empresa estiver diante de um desastre. E, após superá-lo, a documentação tem de ser atualizada.
No plano de recuperação de desastres, estas três etapas precisam estar presentes:
| Gestão de crise | Quais medidas devem ser tomadas assim que a empresa estiver diante de uma adversidade?Esta etapa busca definir os “primeiros socorros” a serem aplicados quando um gap for identificado. Neste momento é fundamental entender quais áreas serão as mais impactadas e quais serão os responsáveis pelas ações de mitigação de perigos. |
| Supervisão da continuidade das operações | Como garantir que todos os serviços continuem funcionando diante de uma crise? Esta fase abrange todas as iniciativas necessárias para assegurar que esses serviços não parem nem prejudiquem o desenrolar operacional da companhia. |
| Recuperação de serviços | Quais equipamentos e serviços foram afetados pelo desastre?Aqui os esforços devem estar voltados para a recuperação do que foi corrompido pela ocorrência. |
Realizar monitoramentos e testes
Como saber se o plano de disaster recovery está de fato preparado para combater possíveis ameaças que coloquem em risco a integridade dos dados, sistemas etc. da empresa?
Fazendo acompanhamentos e testes frequentes, de forma a apurar o que precisa ser corrigido e/ou aprimorado.
Gestores, lideranças e os colaboradores devem abordar o disaster recovery como mais um processo organizacional que merece plena atenção.
Um detalhe do disaster recovery é que nenhuma empresa deseja colocá-lo em prática. É como, ao contratar um plano de saúde que oferece internação, não querermos utilizá-la, mesmo ela estando disponível.
Afinal, qual empresa quer ter seus dados sequestrados ou passar por outra adversidade que comprometa o pleno funcionamento de suas operações?
Para que o plano de disaster recovery, no pior dos cenários, aja prontamente no combate aos desastres, é fundamental ajustá-lo constantemente.
Isso significa testar o plano com regularidade, envolvendo todos os responsáveis pelas ações documentadas de disaster recovery.
As simulações que envolvem o plano de recuperação de desastres devem ser bem verossímeis, porque, dessa forma, é possível aplicar melhorias contínuas na política de disaster recovery.
Contrate uma consultoria especializada
Será que a equipe interna da sua empresa está preparada para lidar com um desastre de TI e tem know-how em disaster recovery?
Caso a resposta seja “não”, o melhor a se fazer é procurar uma consultoria especializada em trazer mais segurança ao dia a dia organizacional.
Esse serviço terceirizado trará uma visão mais apurada do que a empresa precisa para trabalhar com segurança.
Dessa forma, será mais fácil identificar vulnerabilidades que possam comprometer o bom funcionamento das operações no negócio.
Como se isso não bastasse, uma boa consultoria ajuda a diminuir os riscos a que a empresa pode se expor e otimizar os recursos preventivos que irão minimizar possíveis ataques à empresa.
Como a AM3 Soluções pode ajudar minha empresa com um plano de disaster recovery?
São várias as frentes em que a AM3 Soluções atua para ajudar em um plano de recuperação de desastres.
Diante dessa demanda, dentre outros serviços, a AM3 Soluções oferece:
- Monitoramento preventivo dos ativos da rede;
- Backup on-line;
- Web protection;
- Antivírus gerenciado.
Isso tudo garante mais produtividade às equipes, uma vez que elas deixam de se preocupar com as demandas de TI e passam a focar no core business do negócio.
Com os serviços gerenciados da AM3 Soluções, as vulnerabilidades da empresa serão identificadas com mais facilidade, o que permite uma maior disponibilidade dos serviços internos.
Os pontos-chave desses serviços gerenciados são:
- AM3 Backup Manager: trata-se de um backup on-line monitorado em um datacenter especializado em hospedar os dados da empresa contratante com o máximo de segurança;
- Infraestrutura de redes: o objetivo aqui é oferecer uma infraestrutura adequada às demandas da empresa cliente, aproveitando todo o potencial da rede;
- AM3 Security: aplicação de antivírus corporativo e web protection, diminuindo os riscos de infecção;
- Gerenciamento da TI: gestão, em tempo real, dos ativos da rede com o objetivo de prevenir problemas e impulsionar a produtividade.
Levando tudo isso em consideração, ao contratar os serviços gerenciados da AM3 Soluções, sua empresa será beneficiada das seguintes formas:
- Melhor aproveitamento dos recursos internos;
- Reparo de gaps antes que eles gerem grandes prejuízos ao negócio;
- Segurança máxima das informações;
- Minimização dos riscos de desastres de TI.
E, assim, amigo leitor, vamos concluindo mais um guia, esperando que as informações apresentadas aqui contribuam verdadeiramente com o sucesso do seu negócio.
Ficou interessado nos serviços gerenciados que a AM3 Soluções oferece? Eles certamente irão te ajudar no plano de disaster recovery. Para saber mais sobre esses serviços, é só entrar em contato conosco. Aguardamos o seu contato. Até a próxima!