Ter um entendimento profundo das leis tributárias e fiscais, tarefa mais do que importante para qualquer empresa, não é o único atributo da gestão fiscal e tributária.
Essa gestão contribui também com a redução de custos operacionais, evita a aplicação de multas e juros, possibilita o correto acompanhamento de todas as entradas e saídas financeiras e ajuda a encontrar maneiras de reduzir a carga tributária da companhia.
A gestão fiscal e tributária garante ainda que sua empresa fique em conformidade com leis municipais, estaduais e federais, promovendo a segurança jurídica do negócio.
Outro ponto é que essa gestão melhora a transparência do empreendimento, aumentando a confiança dos clientes, fornecedores e outros parceiros de negócio.
Com a gestão fiscal e tributária, os processos referentes ao setor são otimizados, permitindo que você foque na sustentabilidade da marca.
Só pela introdução deste guia, já dá para perceber o impacto que a gestão fiscal e tributária exerce na empresa, não é mesmo?
Pensando nisso, preparamos um conteúdo exclusivo sobre o tema. A leitura está imperdível, amigo leitor. Acompanhe com a gente!
Gestão fiscal e tributária: qual o papel dela na empresa?
Antes de apresentar os papéis da gestão fiscal e tributária dentro da empresa, vale a pena entender o conceito dessa gestão.
Trata-se do conjunto de ações que a companhia utiliza para cumprir suas exigências fiscais e tributárias, honrando as obrigações legais.
É importante destacar que, por mais que os conceitos de gestão fiscal e tributária se confundam, cada uma delas possui suas especificidades. A seguir, iremos mostrar as principais diferenças entre elas.
A gestão fiscal deve ocupar-se de todas as demandas fiscais envolvidas na operação de uma empresa.
Como exemplo, podemos citar: atendimento imediato a fiscalizações, correta apuração de impostos, escrituração fiscal. Isso tudo deve ser entregue aos órgãos competentes dentro do prazo estipulado.
Com relação à gestão tributária, o objetivo-chave é assegurar que a empresa pague o valor correto de tributos, buscando sempre encontrar formas de diminuir a carga tributária incidente sobre o negócio.
Para isso, é imprescindível ter conhecimento de leis e regulamentos vigentes, para que o gestor consiga fazer o planejamento da tributação com base na legislação em vigor.
Agora sim, vamos aos papéis que a gestão fiscal e tributária exerce na empresa.
Diminuição da carga tributária da empresa
Ao fazer o planejamento e monitoramento de tributos, a empresa consegue aproveitar incentivos fiscais, deduções e isenções, o que impulsiona a lucratividade do negócio e melhora o fluxo de caixa.
Dessa forma, a companhia consegue juntar recursos para investir em atividades estratégicas, garantindo a sustentabilidade da marca.
Menor exposição a riscos legais
Outro papel da gestão fiscal e tributária é mapear, entender e gerir riscos potenciais referentes às questões fiscais e tributárias que envolvem a empresa.
Essas ações não buscam simplesmente garantir a conformidade com as leis fiscais e tributárias, mas também visam identificar riscos operacionais, financeiros e estratégicos relacionados às atividades desenvolvidas pela companhia.
Aqui é fundamental reconhecer pontos de vulnerabilidades, relacionados às operações fiscais, de forma a prevenir multas, penalidades e problemas jurídicos, enfim, que podem comprometer a credibilidade e o próprio funcionamento da organização.
Realização de auditorias e monitoramentos
Ficar por dentro das constantes mudanças nas leis tributárias e fazer auditorias frequentes dos processos fiscais. Eis outras funções da gestão fiscal e tributária.
As auditorias fiscais são capazes também de mapear inconsistências em processos tributários, prevenindo falhas e assegurando o máximo de precisão nas declarações fiscais.
Os monitoramentos contínuos, por sua vez, permitem reparos rápidos, mantendo a empresa em conformidade com a legislação vigente, minimizando, assim, riscos de prejuízos financeiros.
Destacamos que sistemas de ERP são comumente utilizados para automatizar e otimizar o andamento das operações fiscais.
Outras tecnologias também são utilizadas para aprimorar a gestão fiscal e tributária. São elas: Inteligência Artificial e data analytics.
Maior competitividade no mercado
Uma gestão fiscal e tributária diminui custos operacionais, o que libera o capital da empresa para investimentos em expansão, marketing e inovação e permite que ela pratique preços mais competitivos.
Fora isso, empresas que têm regularidade fiscal são atraentes para investidores e parceiros comerciais, fato que pode consolidar a marca em novos mercados.
Outras funções da gestão fiscal e tributária na empresa são:
- Compliance fiscal, que garante o cumprimento criterioso por parte das empresa das obrigações fiscais e tributárias;
- Administração de contencioso, isto é, o gerenciamento de processos administrativos e judiciais referentes a questões fiscais e tributárias enfrentadas pela companhia;
- Responsabilidade empresarial, que envolve práticas fiscais éticas e responsáveis, colaborando para o desenvolvimento econômico e social dos públicos;
- Tomadas de decisão mais estratégicas, na medida em que as análises financeiras são mais aprofundadas, permitindo decisões mais alinhadas aos objetivos de crescimento empresarial.
Como fazer a gestão fiscal e tributária em 6 passos
Agora que já conhecemos os papéis que a gestão fiscal e tributária exerce na empresa e tomamos consciência da importância de cada um deles, é chegado o momento de aprender a implementar essa gestão.
Vamos lá?
Conheça os regimes tributários disponíveis
É imprescindível conhecer a fundo os regimes tributários disponíveis — Simples Nacional, Lucro Real, Lucro Presumido — para ver qual se encaixa perfeitamente na sua empresa.
Nessa busca, é fundamental levar em conta a atividade exercida pelo empreendimento, visando sempre reduzir custos sem infringir as leis.
Abaixo, você fica por dentro das principais particularidades de cada um desses três regimes tributários.
- Simples Nacional: regime tributário simplificado voltado para micro e pequenas empresas, unificando impostos em uma única guia (DAS). Oferece alíquotas reduzidas, mas possui limites de faturamento de R$ 4,8 milhões.
- Lucro Real: ele é obrigatório para grandes empresas, que faturam até R$ 78 milhões por ano ou atuam na área financeira. Os tributos são calculados com base no lucro efetivamente obtido, exigindo maior controle financeiro e contábil para evitar inconsistências.
- Lucro Presumido: também abrange empresas cujo faturamento anual é de até R$ 78 milhões por ano. Porém, a facilidade aqui é que os impostos são calculados sobre uma margem de lucro preestabelecida.
Para empresas com lucros altos, esse regime de tributação pode ser muito interessante, já que é possível reduzir o valor dos impostos.
Organize a documentação adequadamente
Boletos, extratos, notas fiscais. A área fiscal e tributária lida com uma quantidade enorme de documentos, e eles precisam estar organizados para que a gestão funcione com o máximo potencial.
Além disso, essa organização garante que a entrega das obrigações aconteça da melhor forma e mantém a empresa preparada para possíveis fiscalizações e auditorias.
Uma boa maneira de organizar essa documentação é lançar mão de sistemas digitais capazes de arquivar e classificar esses documentos, facilitando o acesso a eles e garantindo o compliance nos fechamentos fiscais e nas auditorias.
Tecnologias como o edge computing podem beneficiar a gestão fiscal e tributária, processando informações tributárias diretamente nos dispositivos em que elas foram geradas, por exemplo.
Automatize processos contábeis
Utilize softwares de gestão fiscal para acompanhar prazos, calcular impostos de acordo com o regime tributário adotado pela empresa e emitir notas fiscais.
A utilização de boas tecnologias na gestão fiscal e tributária diminui a ocorrência de falhas humanas e, na mesma medida, aumenta a eficiência operacional do negócio.
Sistemas automatizados acompanham prazos de pagamentos e envio de declarações obrigatórias, emitindo alertas para evitar multas por atrasos, por exemplo.
A automação permite ainda a conexão com plataformas fiscais e contábeis, sincronizando dados financeiros em tempo real e facilitando análises, auditorias e o próprio planejamento tributário.
Por fim, mas não menos importante, ao automatizar processos contábeis, o retrabalho do setor diminui, o que permite alocar recursos em atividades mais estratégicas e produtivas do negócio.
Aja preventivamente
É preciso analisar despesas, faturamentos e mudanças legislativas com regularidade, de maneira a ajustar estratégias tributárias, identificar oportunidades e otimizar o fluxo de caixa.
Evite correr riscos e, na medida do possível, anteveja cenários para tomar alguma decisão relacionada ao Fisco.
Agir preventivamente é fundamental para que os gestores mantenham-se atentos às mudanças na legislação e, se necessário, reestruturem suas ações, assegurando a sustentabilidade do negócio.
Dê a devida atenção às obrigações acessórias
Antes de mais nada, vamos recapitular o conceito de “obrigações acessórias”?
Elas são responsabilidades administrativas exigidas por leis tributárias e vão além do “simples” pagamento de tributos.
Essas obrigações abrangem a entrega de declarações, registros contábeis e emissão de documentos fiscais, como SPED Fiscal, DCTF e DIRF.
Entendido isso, é importante enviar essas obrigações acessórias dentro dos prazos estipulados por lei, evitando multas por atrasos e inconsistências nas informações enviadas.
Conte com o apoio de profissionais qualificado
É de grande importância contratar um contador ou consultor fiscal que esteja a par das atualizações da legislação para monitorar os processos empresariais, evitar inconsistência e garantir o sucesso fiscal e tributário do negócio.
Ao contar com profissionais qualificados para auxiliar na gestão fiscal e tributária, é possível contar com eles durante as fiscalizações.
Dessa forma, eles irão representar a empresa perante o Fisco de forma técnica e assertiva, diminuindo a chance de haver prejuízos financeiros e operacionais ao negócio.
Outro ponto importante é que contar com esses profissionais permite que eles instruam os times internos sobre boas práticas fiscais, o que otimiza a gestão fiscal e tributária no cotidiano empresarial.
Quais são as tendências para a gestão fiscal e tributária
Podemos dizer que o futuro da gestão fiscal e tributária está baseado nestes três elementos-chave: mudanças na legislação, demandas do mercado e avanço tecnológico.
Confira, a partir de agora, as principais tendências para a gestão fiscal e tributária.
Fiscalização eletrônica
A fiscalização eletrônica já é uma realidade. Governos utilizam tecnologias cada vez mais avançadas para rastrear transações em tempo real.
Em vista disso, corporações precisam investir em compliance digital a fim de garantir a conformidade com obrigações fiscais e evitar penalidades por alguma inconsistência encontrada.
Transformação digital
Tecnologias emergentes, como Inteligência Artificial e blockchain, tornam a gestão fiscal e tributária mais ágil, eficiente e precisa, além de mais integrada às reais demandas do mercado.
A Inteligência Artificial é capaz de identificar padrões e irregularidades fiscais rapidamente, ajudando a empresa a se antecipar a riscos, otimizar tributos e adaptar estratégias fiscais com base em dados históricos.
O blockchain, por sua vez, oferece segurança e rastreabilidade nas transações fiscais, assegurando que informações sejam inalteráveis e auditáveis, proporcionando maior confiança entre empresas, clientes e órgãos reguladores.
Soluções baseadas em nuvem possibilitam acesso remoto a informações fiscais, o que facilita auditorias, acompanhamento de obrigações e tomadas de decisão mesmo fora do ambiente físico da companhia.
Além disso, soluções digitais conectam setores internos, combinando dados em tempo real. Essa sincronia aprimora as tomadas de decisão e agiliza o cumprimento das obrigações fiscais.
Internacionalização das operações tributárias
Com o aumento das operações internacionais e a expansão dos modelos de negócio, as pautas tributárias ficam mais complexas.
É preciso manter o foco em regulamentações fiscais globais, garantindo a competitividade e a conformidade em mercados estrangeiros.
Sustentabilidade e ESG
A constante preocupação com impactos sociais, ambientais e de governança das organizações (ESG) impacta também a gestão fiscal e tributária.
A inclusão de práticas sustentáveis nessa gestão melhora a reputação do negócio e atrai incentivos fiscais.
Empresas que não seguirem a agenda ESG certamente ficarão em descompasso com o mercado.
Reformas tributárias
Mudanças na legislação fiscal e tributária exigem constantes adaptações por parte das empresas.
Essas reformas procuram simplificar impostos, atualizar alíquotas, o que exige um bom planejamento para manter a saúde financeira (e fiscal) da organização.
Conclusão
Se você acompanhou a leitura deste guia até aqui, certamente percebeu que ela é imprescindível para o sucesso e a sustentabilidade de qualquer empresa.
Além disso, adotar estratégias eficazes, como planejamento tributário, automação de processos e compliance é vital tanto para redução de riscos frente ao Fisco quanto para o impulsionamento de resultados.
Outra questão que não pode ser negligenciada pela gestão fiscal e tributária diz respeito à transformação digital e também ao que está por trás da sigla ESG.
Tanto a transformação digital quanto o ESG precisam ser incorporados às práticas da gestão fiscal e tributária.
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