Já estamos vivendo a Quarta Revolução Industrial e, no contexto empresarial, é praticamente impossível sobreviver sem uma boa infraestrutura de TI — e o destaque aqui vai para os Managed Security Services (MSS).

Em bom português, a expressão significa Serviços Gerenciados de Segurança e, dentre as vantagens trazidas a uma empresa, temos: garantir a segurança das operações e possibilitar à equipe manter o foco no negócio.

Com a Lei Geral de Proteção de Dados em vigor desde setembro de 2020, debater os Managed Security Services nunca foi tão urgente.

Pensando nisso, preparamos este guia exclusivo e aprofundado para você. Nele abordaremos:

  • O que são Managed Security Services;
  • Para que eles servem;
  • Quais são as diferenças entre gestão de TI tradicional e MSS;
  • Que riscos uma empresa corre caso haja vazamento de informações do negócio e dos clientes;
  • MSS X MDR: qual é a melhor opção para o seu empreendimento.

Pelos tópicos que serão apresentados a seguir, dá para perceber que a leitura está imperdível, hein? Siga com a gente.

O que são Managed Security Services?

Managed Security Services (ou Serviços Gerenciados de Segurança) representam um modelo remoto de gestão da segurança da informação baseado na antecipação de problemas.

Esse monitoramento se dá a partir de um Security Operation Center (SOC) ou Centro de Operação de Segurança e se apoia em três princípios:

  • Monitoração de segurança;
  • Resposta a incidentes;
  • Gerenciamento de segurança.

Com o MSS, as tomadas de atitude devem acontecer de maneira proativa, isto é, antes mesmo de surgirem falhas.

Dessa maneira, evitam-se problemas, como:

  • Indisponibilidade de serviços;
  • Interrupção das operações;
  • Perda de dados e documentos importantes;
  • Déficits financeiros decorrentes de gastos inesperados;
  • Ataques cibernéticos.

Além disso, ao utilizar o Managed Security Services, sua marca se mantém em conformidade com a LGPD, evitando receber medidas corretivas e/ou multas por parte da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

Isso porque adequar-se às normas e responsabilidades na cadeia de privacidade da informação conforme rege a lei tornou-se mais uma incumbência dos Serviços Gerenciados de Segurança.

Dessa forma, as atividades da empresa passam a se desenrolar com mais privacidade, profissionalismo e obviamente mais segurança.

Então, podemos dizer que os Managed Security Services não equivalem simplesmente a um serviço, e sim a uma extensão operacional da sua empresa.

Afinal, o fornecedor especializado em segurança da informação permitirá que sua marca atue com mais confiança, podendo inclusive se tornar referência no tratamento da integridade digital de seus clientes.

E isso faz toda a diferença em tempos de Indústria 4.0. Trata-se de uma grande vantagem competitiva para a sua empresa.

Para que servem os Managed Security Services?

Quando oferecem algum serviço à sua empresa, provavelmente você se pergunta: “por que eu devo contratá-lo?”.

Com os Managed Security Services, não poderia ser diferente, não é mesmo? Então, neste tópico, iremos mostrar os principais motivos para você apostar nesses serviços. Vamos lá?

Diminuição de riscos

Na certa, a principal vantagem do MSS é esta: antecipar-se a qualquer risco que possa afetar o bom andamento e os resultados das operações de uma empresa.

Quer um exemplo dessa atitude preventiva? Reduzir as possibilidades da companhia sofrer um ataque cibernético, evitando, assim, diversos prejuízos, como:

  • Roubo de dados e fraudes;
  • Perda de credibilidade e consequentemente de espaço no mercado;
  • Prejuízos financeiros;
  • Processos judiciais e multas.

É importante destacar aqui que os crimes cibernéticos vêm aumentando consideravelmente. Novos tipos de ataques, novos vírus e novas vulnerabilidades surgem a todo momento.

Isso reforça a importância de se contratar os Managed Security Services, já que a questão da segurança de dados é uma demanda contínua das organizações.

Menos custos com contratações internas

Terceirizar a gestão da segurança da informação proporciona uma economia e tanto à empresa, na medida em que contratar profissionais especializados no assunto envolve altos custos.

Além disso, está cada vez mais difícil encontrar esse tipo de mão de obra “avulsa” e à disposição no mercado.

Assim, ao optar pelos Managed Security Services, a segurança de dados da sua empresa tende a ser ampliada, porque é bem provável que a equipe provedora desse serviço mantenha uma dedicação exclusiva a ele.

Dessa forma, você pode contar com especialistas com verdadeira expertise no assunto, pagando menos por isso e sem ter de enfrentar as burocracias das contratações via CLT.

Por fim, no caso de optantes por uma equipe interna para cuidar da segurança da informação de um negócio, eles devem levar em conta os gastos com:

  • Licenças;
  • Hardwares e softwares;
  • Profissionais altamente especializados e proativos;
  • Treinamentos e cursos de atualização;
  • SOC;
  • Datacenter;
  • Sistemas.

É válido destacar neste momento que as tecnologias de segurança mudam/evoluem a todo momento. E a manutenção e o custo dessas inovações acabam virando empecilhos para a empresa.

Cumprimento da LGPD

Com a vigência da LGPD, a necessidade de implantar processos referentes à nova política de proteção de dados passou a fazer parte da agenda das empresas.

Mais uma vez, os Managed Security Services vêm bem a calhar, já que fornecem relatórios e documentos necessários para atender às exigências das principais normas de segurança da informação.

Melhor aproveitamento do tempo

Ao contar com um time externo para gerir a segurança dos dados da sua marca, você terá a tranquilidade de saber que uma empresa especializada está garantindo a proteção do seu ambiente de TI.

Além disso, seus colaboradores terão mais tempo para se dedicarem às demandas internas e aprimorá-las, mantendo o foco no negócio.

Vale lembrar que a transformação digital — intensificada durante a pandemia — é uma realidade nas organizações e estas estão envoltas em ambientes cada vez mais complexos.

Em vista disso, os Managed Security Services novamente se mostram imprescindíveis tanto para manter o pleno funcionamento das operações de uma companhia quanto para proteger seus dados.

Agora que já sabemos o conceito de Managed Security Services e a importância desses serviços para uma empresa, mostraremos as principais diferenças entre uma gestão de TI tradicional e o MSS. Continue com a gente!

Quais são as diferenças entre gestão de TI tradicional e MSS

Quando o assunto é segurança da informação, o modelo de suporte de TI tradicional é conhecido como Break-fix (Quebra-conserta).

Pelo próprio nome, dá para perceber que se trata de uma abordagem reativa, não é mesmo?

Ou seja, atitudes só são tomadas diante de ameaças — e elas precisam ser claras ou já ter causado algum problema/prejuízo à companhia. Não é à toa que esse tipo de gestão é conhecido informalmente como “apaga-incêndios“.

Do outro lado, temos o Managed Services Providers (Provedor de Serviços Gerenciados), que fornece o MSS.

Ele representa a modernização do Break-fix e, em vez de ser reativo, é proativo, isto é, atua por antecipação.

Aí, você pode se perguntar: mas como isso é possível? A resposta é a seguinte: por meio do monitoramento 24×7 (feito 24 horas por dia e sete dias por semana) e do suporte remoto.

Esse formato consegue automatizar e gerenciar tarefas a distância, de forma a garantir mais segurança, produtividade e agilidade às operações da empresa.

Que tal explorar as particularidades do Break-fix e do MSS e compará-los? Então, continue por aqui!

O Break-fix é um modelo ultrapassado

Nesse modelo de suporte de TI, os atendimentos são feitos sob demanda e em caráter emergencial (lembra que ele é reativo?).

Para ilustrar melhor a aplicabilidade do Break-fix, vamos a alguns exemplos:

  • Conserto de laptops ou periféricos (monitores, impressoras, teclados etc.);
  • Aplicação de antivírus diante de ataques;
  • Restabelecimento do funcionamento da rede apenas quando ela apresenta alguma falha.

Geralmente, esse formato é usado em empresas iniciantes, que não acompanham as transformações tecnológicas e empresariais.

Detalhe: especialistas não recomendam esse suporte tradicional a nenhuma empresa, independentemente de seu ramo ou porte.

Conforme já mencionamos, a lógica do Break-fix é reativa, ou seja, não se antecede a eventuais problemas que possam prejudicar o dia a dia e os resultados da empresa.

Ou seja, com esse tipo de suporte, não há uma manutenção contínua dos dados da companhia, o que pode deixá-la vulnerável a ataques de hackers e a processos por parte de clientes ou órgãos fiscalizadores.

Lembrando que, ao optar por fazer reparos pontuais, a empresa perde também agilidade, porque essas intervenções geralmente impactam o funcionamento dos sistemas e consequentemente o pleno andamento das atividades.

Por que o MSS é a “bola da vez”

O MSS, por sua vez, oferece um suporte de TI voltado ao gerenciamento estratégico dos serviços, tornando-se responsável não só pela reparação, mas também pela manutenção da qualidade dos sistemas empresariais.

Isso já não é um bom motivo para os Managed Security Services serem a preferência do empresariado?

Normalmente esse modelo é usado por organizações que estão atualizadas quanto às reais necessidades da marca e aos impactos da tecnologia no negócio.

O monitoramento 24×7, já mencionado neste guia, é o grande diferencial dos serviços gerenciados.

Uma situação hipotética pode explicar a importância desse suporte.

Imagine que, em pleno domingo à noite, seu e-commerce apresente falhas, de maneira que potenciais clientes não consigam concluir suas compras.

Ora, foi-se o tempo em que as vendas aconteciam somente em horário comercial.

Então, o que as empresas esperam, quando contratam os Managed Security Services, é contar com um suporte de TI a qualquer momento.

Vale destacar que, como os serviços gerenciados acontecem de forma preventiva, é raro surgirem problemas inesperados.

Mas, caso ocorram, com a solução de  MSS, eles podem ser solucionados por meio de automatização de tarefas de correção.

Então, insistir no suporte de TI do tipo Break-fix não compensa, pois pode trazer muitos prejuízos ao seu negócio, como pudemos ver.

Um deles é o vazamento de dados — tanto de clientes quanto da empresa.

Com a LGPD em vigor, não vale a pena correr esse risco. Não mesmo. Descubra por que no próximo tópico.

Que riscos uma empresa corre caso haja vazamento de dados?

A transformação digital amplia dia após dia a quantidade de informações que são digitalizadas.

Isso alerta os gestores sobre a necessidade de uma postura mais ativa no sentido de manter a proteção de dados.

Com ela, é possível evitar, por exemplo, as consequências de um ransomware, que gera uma espécie de bloqueio do sistema (ou parte dele).

A propósito, ter o sistema bloqueado é um dos riscos que a empresa corre caso aconteça um vazamento de dados.

Bloqueio do sistema

O ransomware é um software nocivo que limita o acesso ao sistema, de forma que este só volta a funcionar mediante pagamento de taxa imposta por um cibercriminoso.

Esse golpe pode ser aplicado através de links enganosos, e-mails, mensagens instantâneas e páginas falsas.

Nem precisa dizer que, uma vez caindo nessa armadilha, a empresa provavelmente irá apresentar déficit de orçamento ao fim do período em questão, não é mesmo?

Perda da credibilidade

Outro risco que a organização corre ao deixar vazar informações diz respeito à perda da credibilidade.

Tanto clientes quanto parceiros comerciais deixam de confiar em uma marca que não sabe lidar com registros privados de terceiros.

Queda da produtividade

A queda da produtividade é outra consequência do vazamento de dados.

Essa diminuição acontece, porque até a restauração das informações extraviadas acontecer, as atividades da organização geralmente ficam suspensas.

Prejuízo financeiro

Vazamentos de informações podem levar ainda a prejuízos financeiros na empresa.

Seja por parte de clientes que, se sentindo prejudicados tendo seus dados vazados, decidem abrir um processo judicial contra a companhia; seja pela aplicação de multas previstas na LGPD, que passam a valer em agosto de 2021 e podem chegar a R$ 50 milhões.

Bom, pudemos perceber que os prejuízos causados por vazamentos de dados são sérios.

Então, nada melhor que agir preventivamente a fim de evitar que sua empresa caia em alguma cilada por deixar escapulir informações de clientes ou do próprio negócio, não  mesmo?

Já estamos quase chegando ao fim deste artigo, mas calma, porque ainda vamos abordar um tópico superimportante sobre as diferenças entre MSS e Serviços Gerenciados de Detecção e Resposta (MDR).

O objetivo da abordagem é facilitar a escolha do melhor modelo de gestão da segurança da informação para a sua empresa. Então, não vá perder, hein?!

MSS X MDR: qual é a melhor opção para o seu empreendimento

Devido ao aumento contínuo dos casos de ameaças cibernéticas — aumento esse observado especialmente durante a pandemia — a demanda por soluções de cibersegurança cresce a cada dia.

E dois modelos de serviços terceirizados vêm sendo muito procurados: MSS e MDR (Managed Detection and Response Services).

Qual a diferença entre eles? Qual tipo é o mais vantajoso? Tire as suas dúvidas a seguir. 

Vale destacar de antemão que as distinções entre os dois modelos estão cada vez mais sutis e a tendência é a de elas desaparecerem com o tempo.

Mas podemos dizer que, enquanto o MSS é mais básico, direcionado a empresas que precisam de uma infraestrutura mais simplificada de segurança, o MDR é mais sofisticado.

Isso significa que ele é aconselhado para organizações expostas a muitas ameaças em um curto intervalo de tempo, por exemplo.

O MDR apresenta uma capacidade de detecção e resposta a incidentes — como o próprio nome do serviço sugere — superior.

Uma vez que os profissionais envolvidos no MDR desenvolvem uma expertise que vai além de gerar alertas diante de cenários vulneráveis.

Outro diferencial do MDR em relação ao MSS é que a maioria dos serviços de detecção e resposta inclui o Threat Hunting (“Caça-ameaças”).

Isso quer dizer que especialistas terceirizados, por meio de ferramentas e técnicas mais avançadas, atuam proativamente à procura de ameaças em vez de aguardar alertas.

Dessa forma, é possível identificar e conter ameaças mais avançadas, como insider threats (usuários internos mal-intencionados) e ataques zero-day (até então desconhecidos e, por isso, invisíveis para algumas ferramentas).

Nossa abordagem sobre Managed Security Services vai ficando por aqui, mas os desdobramentos do tema não podem parar. Por isso, separamos um conteúdo superaprofundado sobre LGPD. Clique aqui para ficar por dentro e até a próxima!