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Entenda os tipos de vulnerabilidades e como se proteger

Serviços Gerenciados, Tecnologia

Conheça os tipos de vulnerabilidades comuns em sites e como se proteger delas
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As tecnologias vêm sendo usadas de forma massiva, o que gera diversos tipos de vulnerabilidades associadas à segurança da informação.

Você conhece os tipos de vulnerabilidades mais comuns? Sabe como prevenir e proteger sua empresa dessas ameaças?

Acompanhe a leitura deste guia, caro leitor, para ficar por dentro dessas questões e garantir que as operações do seu negócio se desenrolem com o máximo de segurança e rendimento.

Os tipos de vulnerabilidades mais comuns em sites

A ISO 27002, que aborda a segurança da informação, define as vulnerabilidades como “fragilidade de um ativo ou grupo de ativos que pode ser explorada por uma ou mais ameaças“.

Em uma abordagem mais ampla, podemos dizer que existem três tipos de vulnerabilidades que podem comprometer o funcionamento pleno dos sistemas na sua empresa. São elas:

  • Vulnerabilidade humana;
  • Vulnerabilidade de criptografia;
  • Vulnerabilidade de hardware. 

Vamos explorar esses três tipos de vulnerabilidades e depois partir para a apresentação mais específica de vulnerabilidades. 

Vulnerabilidade humana

Muitos ataques cibernéticos acontecem devido a alguma falha humana. A engenharia social está aí para provar isso.

Afinal, os sistemas estão cada vez mais protegidos e permitem atualizações frequentes. Então, o usuário representa um alvo significativo para os hackers.

Um deslize de um usuário — e ele pode ser um colaborador da sua empresa — pode expor os dados (inclusive os confidenciais) da companhia a invasores que, por sua vez, conseguem interromper os sistemas da organização.

Em muitos casos, de forma ingênua até, um usuário acaba informando dados sigilosos a terceiros e essa atitude pode comprometer a rotina organizacional, o prestígio da marca entre os clientes e até mesmo o caixa do negócio.

Utilizar o computador da empresa para acessar links maliciosos representa mais um perigo, pois essa ação abre brecha para ações maldosas de cibercriminosos.

Sabendo disso tudo, você pode estar se perguntando: “como evitar a vulnerabilidade humana”?

E a resposta é: promovendo entre os colaboradores a conscientização da importância da segurança da informação.

Vulnerabilidade de criptografia

Dos tipos de vulnerabilidades, outra que merece toda a atenção é a de criptografia, que está mais associada a softwares do que a hardwares.

Dito isso, destacamos que a criação do código de um software ou aplicativo deve ser feita de forma a minimizar as ameaças à segurança da informação.

Nesse sentido, se o código for malfeito e ficar com brechas, ele deixará a tecnologia mais suscetível a ataques.

Outro ponto que destacamos aqui diz respeito à utilização de chaves de criptografias fracas, que podem comprometer a segurança de dados confidenciais, como senhas, números de cartões de créditos etc.

Para evitar esse tipo de ocorrência, é imprescindível fazer investimento em firewalls, adotar ações que restrinjam o acesso ao sistema empresarial, além de contar com bons códigos de proteção.

Vulnerabilidade de hardware

Na sua empresa, as informações são armazenadas em dispositivos físicos? Se a resposta for sim, você deve saber que essas ferramentas podem estar sujeitas a vulnerabilidades, como o acesso aos dados corporativos por pessoas não autorizadas.

Trabalhar com hardwares antigos é outro erro comumente praticado por empresas de todos os tamanhos e segmentos.

Essa atitude impacta a produtividade do time, uma vez que equipamentos mais antigos tornam as operações mais lentas, fora as falhas que hardwares mais novos já não apresentam.

Empresas que, por meio de uma política interna de segurança da informação, estão em dia com a agenda da LGPD devem manter em sua pauta uma avaliação aprofundada e frequente do estado dos hardwares que utilizam.

Nessa análise, deve constar a data de aquisição dos dispositivos em questão e os tipos de vulnerabilidades a que eles estão sujeitos.

A substituição desses equipamentos deve acontecer com base nesse levantamento. Além disso, já que mudanças acontecem com muita frequência, as avaliações dos hardwares devem ser frequentes também.

Bom, entendidos esses três tipos de vulnerabilidades, vamos partir para as mais específicas. Continue por aqui com a gente, amigo leitor!

SQL Injection

Antes de mais nada, é importante saber que o código SQL corresponde à linguagem utilizada para troca de informações entre softwares e bancos de dados.  

A sigla SQL representa o termo Structured Query Language — “linguagem de consulta estruturada” em português.

Dentre os tipos de vulnerabilidades da Web, a injeção de SQL permite que usuários não autorizados acessem o banco de dados de um site para consultar, modificar e até excluir conteúdos, além de inserir códigos maliciosos.

Ou seja, a SQL Injection possibilita que um hacker interfira na consulta de um banco de dados que um app faz.

Então, o cibercriminoso tem a chance de acessar dados que o usuário comum não consegue ver.

Essa vulnerabilidade pode colocar a empresa em uma situação embaraçosa, principalmente com relação ao cumprimento das diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, já mencionada aqui.

Ao fazer alterações ou excluir dados no sistema de uma organização, o hacker consegue modificar de modo definitivo o funcionamento do app, inclusive tornando-o totalmente inoperante.

Os principais objetivos de um ataque de injeção SQL são invadir bancos de dados e roubar informações sigilosas, como: logins e senhas, além de dados de cartões de crédito.

E como se proteger do SQL Injection?

Para manter os dados e os sistemas da empresa em segurança, levando em consideração os prejuízos causados por um ataque de SQL Injection, é necessário tomar algumas medidas frente à gestão de TI:

  • Identificar as possíveis portas de entrada da invasão para aplicar as formas de correção mais adequadas. As equipes de TI conseguem fazer essa identificação varrendo o código-fonte (conjunto de instruções escritas por um programador por meio da linguagem da programação);
  • Manter as credenciais do banco de dados separadas e criptografadas;
  • Buscar autenticar o acesso do usuário de forma que somente as entradas que passarem por tal procedimento poderão ser processadas no banco de dados;
  • Adicionar uma camada de segurança extra ao banco de dados. Sabe a autenticação de dois fatores do WhatsApp? Pois é! o procedimento aqui segue lógica semelhante;
  • Sempre que possível, atualizar o sistema. Essa medida é essencial para evitar vulnerabilidades;
  • Diminuir o detalhamento de mensagens de erro, pois, quanto mais detalhadas elas forem, mais os potenciais invasores vão entender sobre o banco de dados da sua empresa.

O ideal aqui é, portanto, exibir mensagens de erro mais genéricas, a fim de dificultar a ação dos hackers.

Cross-site scripting

Também conhecido como XSS, o Script entre sites entra no grupo dos tipos de vulnerabilidades de segurança da Web.

O XSS permite que o cibercriminoso prejudique as interações entre usuários e aplicativos vulneráveis.

A lógica é assim: os hackers conseguem burlar a política elaborada para separar sites diferentes entre si.

Essas vulnerabilidades de Script entre sites permitem que o invasor se passe por um usuário normal e lance mão de ações que facilitam o acesso a dados do usuário real.

A partir disso, o hacker consegue ter total domínio de todas as funcionalidades e informações do app, comprometendo, assim, a interação do usuário com o aplicativo.

Dos prejuízos causados pelo Cross-site scripting, destacamos estes três:

  • Roubo de dados confidenciais;
  • Redirecionamento de usuários para sites maliciosos;
  • Adulteração de conteúdo do website.

Como se dá a prevenção contra o Cross-site scripting? Seguindo as medidas que iremos apresentar agora:

  • Atualizar com regularidade os softwares utilizados na empresa conforme a última versão, além de manter os patches de segurança, que reforçam a segurança dos sistemas e apps.
  • Validar e filtrar as entradas dos usuários, com base em regras restritas, admitindo apenas caracteres previstos. Sendo assim, qualquer entrada suspeita tem de ser rejeitada ou adequadamente sanitizada;
  • Sanitizar as saídas também, seja cabeçalhos de http, dados armazenados nos cookies etc. Isso garante que todo dado vindo de uma fonte não confiável não seja tratado como código executável;
  • Utilizar uma política de segurança de conteúdo pode diminuir significativamente a vulnerabilidade ao Script entre sites.

Cross-site Request Forgery (CSRF)

A Falsificação de Solicitação entre Sites (CSRF) representa mais um dos tipos de vulnerabilidades da Web.

Trata-se de um ataque que aplica técnicas de engenharia social para persuadir o usuário de que ele deve mudar o login e a senha para acessar algum conteúdo.

A lógica do ataque Cross-site Request Forgery é assim: o hacker cria um site malicioso que inclui um pedido disfarçado para que o usuário realize uma ação específica no app em que está navegando.

E é aí que entra a engenharia social. Porque o invasor convence esse usuário a visitar o website malicioso.

Quando o usuário carrega esse site, os cookies de autenticação do navegador são utilizados, levando o app a executar a ação fraudulenta.

O Cross-site Request Forgery pode ser destruidor tanto para as empresas quanto para seus clientes no ambiente Web. 

Isso porque essa falsificação permite que o invasor pratique, por exemplo, transferência de dinheiro sem autorização, mudança de e-mail, de login e senha, além de compras.

Certamente práticas assim podem arruinar a relação da empresa com seus stakeholders, especialmente com os clientes e colaboradores. 

Uma vez praticando esse golpe, o cibercriminoso consegue:

  • Alterar dados pessoais da vítima;
  • Desviar dinheiro, acessando contas bancárias do usuário e executando transações financeiras indesejadas; 
  • Divulgar dados confidenciais;
  • Modificar configurações do aplicativo.

E como se proteger desses tipos de vulnerabilidades? Seguindo os passos que você confere a seguir, caro leitor!

  • Proteger nomes de usuários e senhas;
  • Fazer o logoff de aplicações da Web que não estiverem sendo usadas;
  • Evitar navegar em vários sites simultaneamente enquanto estiver logado em determinada webpage;
  • Evitar disponibilizar a alternativa de autologin que muitos sites oferecem. 

Configuração incorreta de segurança

Eis mais um tópico para acrescentar nos tipos de vulnerabilidades.

Configuração incorreta de segurança é quando há falhas em criar protocolos e controles de segurança para um servidor, deixando sites vulneráveis a ataques.

Mesmo que se estabeleça e se siga um protocolo de segurança, ainda assim, o website pode estar vulnerável caso se cometa um ou mais erros no cumprimento dessas regras.

Essa vulnerabilidade pode ser manifestada das seguintes maneiras:

  • Configurações-padrão incorretas;
  • Armazenamentos em nuvem aberta;
  • Mensagens de erro detalhadas, o que facilita o vazamento de dados confidenciais;
  • Cabeçalhos http configurados de forma errada.

A má configuração de segurança dá aos cibercriminosos o poder de assumir com certa facilidade o controle de sites.

Dessa forma, bancos de dados e serviços de rede podem ter suas informações mais suscetíveis a violações. Assim, os hackers conseguem ter o domínio de contas de usuários e administradores.

Você pode estar se perguntando: “como proteger minha empresa caso o site dela esteja exposto a esse tipo de vulnerabilidade”?

É possível afirmar que a configuração incorreta de segurança é de fácil resolução. Para sanar essa vulnerabilidade, é imprescindível conhecer a fundo o funcionamento do site em questão.

Feito isso, é necessário eleger um conjunto de medidas de segurança a serem implementadas e garantir que cada uma delas seja aplicada com o máximo de critério possível.

Um passo importante que deve ser seguido é usar senhas fortes de administradores e bloquear acessos não autorizados ao servidor.

De vez em quando, é interessante também realizar varreduras para identificar e corrigir possíveis falhas de segurança.

Outra medida importante para evitar ações maliciosas que ameaçam a integridade dos dados e dos sistemas da empresa é realizar backups frequentes, pois com eles as informações empresariais certamente estarão mais resguardadas.

Conclusão

Será que o site da sua empresa está efetivamente protegido contra os tipos de vulnerabilidades apresentados ao longo deste guia?

Para mapear e minimizar essas falhas, os desenvolvedores devem realizar testes de segurança com regularidade e implementar medidas de proteção, seguindo uma política de segurança que deve ser adotada na companhia e fazer parte da rotina organizacional.

Esse cuidado deve ser redobrado ao lidar com informações confidenciais e dados sensíveis. Nesse caso, vale a pena fazer buscas aprofundadas por vulnerabilidades e brechas de segurança.

Agindo assim, sua empresa estará mais protegida contra uma violação de dados feita por pessoas mal-intencionadas.

Diante de tantos tipos de vulnerabilidades, para manter as informações da sua empresa em segurança, você pode contratar os serviços gerenciados que a AM3 Soluções oferece. Enquanto a gente cuida da sua TI, você foca no core business do negócio. Até mais.

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